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Perfil FL: Gabriel Batistuta pelos clubes onde passou

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Foto: Andy Hooper

*Por Edmilson Junior – Colaborador do Futebol Latino

Nascido em 1 de Fevereiro de 1969 na cidade de Reconquista, Gabriel Omar Batistuta é um ex-jogador argentino que atuava como atacante.

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Batistuta era um excelente cabeceador, chutava forte com as duas pernas, em curto espaço tinha uma ótima arrancada e caracterizava-se também por sua raça e oportunismo, e um certo individualismo. É o maior artilheiro da Seleção Argentina com 58 gols em 78 jogos.

“Batigol”, como ficou muito conhecido pela intimidade com as redes, começou sua carreira aos 19 anos no Newell’s Old Boys, sendo integrado ao time principal pelo técnico Marcelo Bielsa, para substituir Abel Balbo, que foi vendido ao River Plate.

Logo no seu primeiro semestre no clube argentino, chegou à final da Libertadores da América. O Newell’s venceu a primeira partida na Argentina por 1 a 0, mas o título ficou com o Nacional, que ganhou por 3 x 0 no Uruguai. Na liga argentina, a equipe ficou na 12° posição.

O Newell’s seguia como um dos postulantes para a vaga na Libertadores através da Liguilla Pré-Libertadores; após a eliminação do Newell’s, Batistuta, que vinha fazendo gols importantes, foi contratado pelo River Plate, onde disputou a final da mesma liguilla. Chegou bem, marcando o único gol na decisão contra o San Lorenzo que deu o título e a vaga na Libertadores aos millonarios.

Teve um início promissor, porém, não teve continuidade. O River chegou às semifinais da Libertadores de 1990 e foi campeão do campeonato argentino de 1989/90, mas sem contribuição efetiva do jogador. Como resultado disso, perdeu seu espaço e trocou o River pelo seu arquirrival Boca Juniors.

Na temporada de 1990/91 foi implementado o sistema de Apertura e Clausura no campeonato argentino. No Apertura, o Boca não saiu muito bem e ficou apenas na 8° colocação. Mas foi no Clausura que a estrela de Batistuta voltou a brilhar, onde o jogador marcou cinco gols nos três primeiros jogos. Em grande e invicta campanha, com treze vitórias e seis empates, 32 gols a favor e apenas seis contra, o Boca faturou a segunda metade do campeonato.

Jogando contra o River, seu ex-clube, ele se recuperou, tornando-se um anti-River e tornou-se parte da equipe que iniciaria um memorável período de domínio auriazul nos Superclásicos. As duas equipes se enfrentaram duas vezes na Copa Libertadores daquele ano, sendo que Batistuta marcou os dois gols da vitória do Boca sobre o River na La Bambonera, após o Boca ter conseguido vencer, por 4 x 3, também no Monumental. O Boca ainda passou pelos brasileiros Corinthians e Flamengo no mata-mata, mas o sonho do título continental parou nas semifinais, contra os eventuais campeões do Colo Colo.

A convocação para a seleção argentina acabaria atrapalhando o Boca: o campeão argentino seria decidido após dois jogos entre o campeão do Apertura (o Newell’s) e o do Clausura. Batistuta (sendo susbstituído pelo Brasileiro Gaúcho que jogava no Flamengo) não pôde participar, pois os jogos seriam disputados no período da realização da Copa América de 1991, para a qual ele foi chamado. Após vitórias por 1 x 0 para cada lado, os xeneizes perderiam o título nos pênaltis, em plena La Bombonera.

Batistuta não ficaria: após a Copa América, vencida pela Argentina com ele como artilheiro, foi transferido para o futebol italiano, contratado pela Fiorentina. Sua passagem efêmera e sem títulos oficiais não o impediria de ser considerado, todavia, como um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors.

No clube italiano, Batistuta foi idolatrado, porém, não conseguiu muitos títulos. Seu único título pela Fiorentina foi a Copa da Itália de 1996, com ele marcando nos dois jogos da decisão contra a Atalanta. Em 2001, após dez anos como jogador da Fiorentina – tendo marcado 40% dos gols da equipe no período, foi vendido para a Roma, protagonizando a até então segunda transferência mais cara da história do futebol mundial.

Em Roma, ele foi jogar ao lado de grandes estrelas como Cafu, Vincenzo Montella, Marco Delvecchio e Francesco Totti. Logo no primeiro ano de clube, Batigol marcou 20 gols e a Roma foi campeã italiana, algo que já não acontecia desde a temporada 1982–83. Em 2001, ainda pela Roma, venceu a Supercopa Italiana.

Acabou emprestado à Inter na janela de transferências. A equipe de Milão, buscando substituir Ronaldo, trouxera os goleadores argentinos da capital: Batistuta chegou juntamente com Hernán Crespo, que era da Lazio.

Não ficou muito tempo por lá, sendo atrapalhado por lesões e por ter sido atraído pela vantajosa proposta que teria do futebol do Qatar. No pequeno país do Oriente Médio, em uma liga bem menos técnica, foi campeão e artilheiro pelo Al-Arabi Doha, onde encerrou em 2005 a carreira, após não conseguir um acerto com o Boca Juniors.

Sua passagem pelo Qatar, posteriormente, faria com que fosse chamado para ser garoto-propaganda da vitoriosa campanha do país para ser sede da Copa do Mundo de 2022.

Devido ás várias infiltrações que fez no joelho em toda a sua carreira, começou a ter graves problemas de mobilidade falando-se mesmo na hipótese de ser amputado devido ás dores que o afetam. Mais tarde veio-se a saber que o ex-atacante que atuou na liga italiana vai optar por colocar próteses nos joelhos para eliminar as dores e ganhar alguma mobilidade de outros tempos.

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