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O dia em que o Corinthians pintou o Mundo de Preto e Branco

Divulgação-Corinthians
Foto: Divulgação/Corinthians

Janeiro de 2000, o Corinthians, atual campeão Brasileiro era um dos representantes do Brasil no Mundial de Clubes da FIFA. Além do Timão, o Vasco, campeão da Libertadores de 1998 e que entrava na vaga do Palmeiras, que cedeu a sua vaga ao time carioca, era o outro brasileiro na competição.

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No grupo do Timão, o todo poderoso Real Madrid era o favorito para atropelar e chegar a decisão, mas o time do Parque São Jorge confiava no seu time recheado de estrelas e na força da torcida para superar o seu principal adversário.

A Campanha

Na estreia contra o Raja Casablanca, o Corinthians venceu ao melhor estilo Corinthians. Apesar da ampla superioridade técnica, o Timão só conseguiu abrir o placar aos 5 minutos da segunda etapa com Luizão. O gol deu mais tranquilidade ao time comandado por Oswaldo de Oliveira e Fábio Luciano ampliou 14 minutos depois.

No segundo jogo o público presente no estádio do Morumbi assistiu um verdadeiro espetáculo. Corinthians e Real Madrid protagonizaram um dos melhores jogos de futebol da história e repleto de emoção. O time espanhol abriu o placar com Roberto Carlos e o Timão virou com dois gols de Edílson. O segundo uma verdadeira pintura, com direito a caneta em cima do zagueiro Karembeu. No fim, Anelka deixou tudo igual e ainda deu tempo de Dida defender um pênalti do francês nos minutos finais.

No terceiro jogo o Timão sofreu, mas venceu por 2 a 0 o Al Nassr. Pressionado pela vitória do Real Madrid em cima do Raja por 3 a 2, o Corinthians precisava vencer por dois gols de diferença para jogar a decisão do Mundial. Em ritmo forte e colocando sua qualidade a todo vapor, o Alvinegro abriu o placar com Ricardinho aos 24 minutos da primeira etapa.

A pressão era forte, o Corinthians tentava de todas as maneiras. A Fiel Torcida empurrava nas arquibancadas do Morumbi, mas parecia que o gol salvador não iria sair. Até que aos 39 minutos, Fred Rincón, passou pela direita e recebeu passe de Luizão. O capitão fuzilou por baixo do goleiro e saiu para o abraço, 2 a 0 e vaga na final garantida.

Na final um duelo equilibrado. Corinthians e Vasco protagonizaram um jogo emocionante e com o time paulista um pouco mais presente no campo de ataque. Apesar das oportunidades, a decisão foi para os pênaltis. Na marca da cal não teve jeito, o Timão foi superior e venceu por 4 a 3, com direito a Edmundo mandando a sua cobrança para fora.

Com o título, o Corinthians deixou de ser uma equipe conhecida apenas nacionalmente. O primeiro título internacional só poderia ser desta dimensão. O mundo precisava saber quem era o Sport Club Corinthians Paulista e aquele 14 de Janeiro ficou pintado de Preto e Branco.

Depoimentos dos torcedores sobre o título

Marcel Andrade – “Posso morrer hoje que que morro feliz”. Lembro que essas foram as primeiras palavras que eu disse tão logo Edmundo chutou para fora sua cobrança de pênalti e o inesquecível Luciano do Valle proferiu: ‘Corinthians, o primeiro campeão do Mundo’. Ainda que jovem, com 14 apenas, e claro, não querendo morrer naquele dia, o gosto e sabor daquele título tinham sido realmente diferente dos demais, provavelmente por ter sido o maior que eu tinha visto até então. É incrível como depois de 15 anos ainda me recorde de detalhes daquele dia tão bom de ter sido vivido. Essa foi a sensação do título, de um dia que valeu a pena ter sido vivido tal como foi”.

Alberto Zambrana – “Todo título do Corinthians é inesquecível, mas estava tão nervoso que nem lembro como foi o jogo. O que mais me marcou foi a sofrida final nos pênaltis, com erros de dois ídolos de cada time: Marcelinho e Edmundo, este fatal. Lembro-me na comemoração o Dida, como sempre, impassível, o Osvaldo Oliveira emocionado “abraçando” o Maracanã. Sobre a polêmica, vale registrar que qualquer torcedor de outro clube brasileiro que tivesse ganho esse título, defenderia sua legitimidade até o fim. É isso, também, que faz do futebol um esporte apaixonante”.

Renato Takacs – “Foi uma emoção muito grande. Logo que o Edmundo chutou pra fora já começou uma gritaria e eu fui à janela comemorar. Até aquele dia existia um estigma muito grande que o Corinthians não tinha nenhum título internacional e aquele time se esforçou muito para acabar com esse jejum. Eu como torcedor pensava que, caso não ganhasse com aquele time fantástico, o Corinthians não ganhava nunca mais um título desse porte. Após o jogo, eu fui comemorar na Paulista e vibrei demais. Saiu um peso imenso das costas do torcedor e principalmente do clube”.

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