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Ricardo Ferretti exalta os dirigentes mexicanos e afineta os brasileiros

Foto: 100x100fan.mx - Ricardo Ferretti

O Tigres decide nesta quarta-feira, a decisão da Taça Libertadores da América diante do River Plate, na Argentina. No banco de reservas, um brasileiro comanda a equipe mexicana no sonho de conquistar a continente pela primeira vez. Ricardo Ferretti, mais conhecido como “El Tuca” concedeu entrevista ao canal Sportv e explicou o motivo de trabalhar no México há 24 anos, além de alfinetar o futebol brasileiro.

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“Nunca existe nada impossível, mas vejo como “quase impossível”, porque a estabilidade que tenho no México depois de 24 anos como treinador é muito difícil perder para arriscar. Ainda que não tenha um grande conhecimento do futebol brasileiro, acompanho muito, e a situação do Brasil que vemos com grandes treinadores é que se em quatro ou cinco jogos as coisas não dão certo já mandam embora. Não tenho porque passar isso. Tenho diretores e um grupo de jogadores que têm me dado a possibilidade de em 24 anos até mudar de clube, mas nunca ter sido demitido”, afirmou.

Carioca da gema, Ricardo Ferretti, aos 62 anos, tem um currículo repleto de equipes mexicanas. Desde 1991, além do Tigres, ele já comandou Pumas, Chivas, Toluca e Monarcas Morelia.

Em sua terceira passagem pelos finalistas da Taça Libertadores desta edição, Ferretti fez um trabalho de reconstrução. Assumiu com a equipe ameaçada de ser rebaixada no campeonato nacional e no ano seguinte bateu como campeão. Orgulhoso, o comandante lembra os momentos difíceis.

“Quando cheguei em 2010, o time estava para cair para a segunda divisão. Salvamos o time, fomos campeões mexicano, campeões da Copa (do México), e agora estamos na final da Libertadores. Já tenho cinco anos e assinei contrato por mais três. Inclusive, tenho uma oferta para depois desses três anos ficar como diretor da instituição, tenho as portas abertas”.

Quase uma entidade no futebol mexicano, Ricardo Ferretti é cogitado para assumir a Seleção Mexicana, após a saída polêmica de Miguel Herrera. Apesar da possibilidade, ele prefere não pensar nesta hipótese.

“Já me ofereceram umas duas ou três vezes e disse não. De brincadeira, digo que prefiro varrer do que ser treinador da seleção. Sinceramente, é um lugar privilegiado em todos os países. Mas nas vezes anteriores preferi dizer não. Nesse momento estão comentando muitas coisas, mas sinceramente não estou nem aí, não estou preocupado com isso porque estou preocupado com a Libertadores amanhã. É a terceira vez que um time mexicano chega, nas duas anteriores infelizmente não conseguiram, e todo o México está com esperança que a gente consiga esse título. Somos convidados, e levar o bolo todo seria uma coisa sensacional”,concluiu.

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