Há 61 anos, o Santos de Pelé conquistava o mundo

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Foto: Arquivo Nacional

O dia 11 de outubro guarda uma lembrança carinhosa para o mundo do futebol. Tanto para os amantes do esporte bem praticado como, especialmente, para os torcedores do Santos. Isso porque, há exatos 61 anos, o Peixe ia até a cidade de Lisboa e protagonizava uma verdadeira “aula”, diante do Benfica, em pleno Estádio da Luz.

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A equipe de Vila Belmiro vivia a inesquecível geração (por motivos mais do que óbvios) popularmente batizada de ‘Santos de Pelé’ e que levantava a primeira taça da Libertadores entre os brasileiros.

Na competição continental iniciada apenas há dois anos antes, o Alvinegro da Baixada Santista quebrou a hegemonia do Peñarol (bicampeão na época) e bateu o próprio clube uruguaio na decisão em três jogos: vitória por 2 a 1 no Centenario, derrota por 3 a 2 na Vila Belmiro e nova vitória do Santos, por 3 a 0, no jogo de desempate. O terceiro duelo ocorreu no Mâs Monumental, habitual casa do River Plate.

Com o eterno Rei do Futebol encabeçando a constelação, a escalação base do time que também havia conquistado o Paulistão e a Taça Brasil contava com Gilmar; Mauro Ramos, Raul Calvet e Dalmo; Zito, Mengálvio e Lima; Dorval, Pelé, Coutinho e Pepe.

A composição já era conhecida globalmente, em muito, pelos feitos da Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 1962, as duas primeiras conquistas brasileiras, onde sete dos nomes citados representaram a Seleção na Suécia e no Chile, respectivamente. Entretanto, a primeira “cereja” desse bolo viria no confronto com os europeus, então, bicampeões da Liga dos Campeões da Europa. Torneio esse que, na época, ainda era chamada de Copa dos Clubes Campeões Europeus.

O escrete em questão foi capaz de parar a dominação existente por parte do Real Madrid e tinha nomes até hoje lembrados com saudosismo pelos benfiquistas como António Simões, Mário Coluna, José Águas e sua estrela mor: Eusébio. Porém, isso não foi suficiente para interromper a brilhante trajetória do Santos de Pelé que, em dois jogos, carimbou a conquista.

Na época, cada equipe tinha o direito de jogar em seu país antes da realização de um terceiro duelo, em campo neutro. E, esbanjando o talento conhecido, o Peixe bateu os portugueses por 3 a 2, no Maracanã, e deu um baile, em 11 de outubro de 1962, fazendo 5 a 2 na cidade de Lisboa. Na oportunidade, Pelé (três vezes), Coutinho e Pepe fizeram para a equipe brasileira enquanto Eusébio e Joaquim Santana descontaram para os anfitriões.

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