Uma denúncia de caráter grave foi feita por um ex-funcionário do goleiro costarriquenho Keylor Navas. De acordo com informações da emissora francesa BFM TV, o atleta que não renovará seu acordo próximo do término com o Paris Saint-Germain desrespeitou, em diferentes aspectos, a legislação trabalhista vigente na França.
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Como assistente de manutenção, o ex-funcionário que tem sua identidade preservada afirmou que era obrigado a trabalhar armado, passar por jornadas de 90 horas semanais e viver em um ambiente precário. Tudo isso, aliás, sem ter registros relacionados a folha de pagamento ou recolhimento para contribuição na previdência social do país. A situação em questão ocorreria desde setembro de 2019.
A emissora francesa que veiculou o caso chegou a exibir um vídeo onde Keylor Navas aparece em fala onde expressa sua intenção de violar a legislação:
“Aqui não trabalhamos com as leis francesas. Sem contrato francês, te pago em dinheiro e trabalhamos segundo as minhas regras.”
Responsável pela defesa do ex-funcionário de Navas, o advogado Me Yassine Yakouti foi taxativo em sua avaliação do caso. Para ele, todos os elementos apontam para uma situação análoga a escravidão:
“Estamos na fronteira do direito penal com fatos que podemos considerar que estão roçando a escravidão moderna. Mesmo se você for uma estrela do futebol, não tem direito de se livrar de todas as regras.”
Até a veiculação deste conteúdo, o jogador de 37 anos de idade não se pronunciou sobre o caso.
Incerteza em diferentes âmbitos
Além da questão penal, o futuro de Keylor Navas enquanto carreira profissional também é incerto. Além de ficar livre do vínculo com o PSG após o dia 30 de junho, ele anunciou, no fim do último mês de maio, a sua aposentadoria da seleção da Costa Rica. Pelos Ticos, Navas disputou 116 partidas entre jogos amistosos e competições oficiais como, por exemplo, três edições de Copa do Mundo.