Apesar de em muitos aspectos o futebol ter alcançado uma notória evolução, em outros episódios tão tristes quanto revoltantes seguem acontecendo e mais um deles ocorreu no último fim de semana pela final da Copa Ouro Sub-17 sob a organização da Associação Crucenha de Futebol, na Bolívia.
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O jogo era entre o Destroyers e o Virginia no Estadio de la Villa Primero de Mayo onde a última equipe citada acabou vencendo pelo placar de 2 a 0, dois gols de Miguel Angel Acuña. E, depois do jogo já estar encerrado com a confirmação do título para o Virginia, alguns atletas do Destroyers mostraram total descontrole emocional e partiram pra cima do árbitro da partida.
Além de dois jogadores de linha claramente fazerem ameaças e chegarem a dar tapas e socos, o goleiro da equipe empurrava com força os integrantes do trio de arbitragem capitaneado por Wilber Choque em direção aos vestiários e uma pessoa caracterizada como da comissão técnica acompanhava a situação também em tom ameaçador.
O presidente do Destroyers, Carlos Lorgio Blanco, falou em tom de absoluta desaprovação com a atitude dos atletas em palavras concedidas ao veículo boliviano DIEZ:
“Os jogadores devem saber que eles levam o nome da instituição. Nada justifica a agressão, o que aconteceu foi uma total falta de respeito. Não é um bom exemplo.”
Quem também falou ao mesmo periódico foi o presidente da Comissão Nacional de Árbitros, Pedro Saucedo. Além de mencionar que a situação será avaliada, ele antecipou que existe a chance dos envolvidos nas agressões serem suspensos com penas tendo variação de um até três anos.
“Depois de muito tempo está voltando o vandalismo aos campos e isso não pode acontecer, queremos que isso seja cortado pela raiz. É uma pena porque são jovens, mas isso não pode voltar a acontecer”, afirmou Saucedo.
Veja abaixo o vídeo que captou as agressões:
https://www.youtube.com/watch?v=agJXye5ar4c