O Cienciano exerceu o fator casa e, pela ida das quartas de final da Sul-Americana, bateu o Montevideo City Torque por 2 a 0. Com a dianteira obtida, a equipe do Peru pode perder por um tento de diferença, no embate de volta, que estará na semifinal do torneio para encarar Santos ou Atlético-MG. A saber, no duelo brasileiro, o Peixe também abriu vantagem de 2 a 0 atuando na Vila Belmiro.
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Quem mais buscou, marcou
Com os visitantes em um precavido esquema 5-4-1, a prevista posse de bola e o volume ofensivo superior dos peruanos se confirmou. Com esse ambiente, os peruanos foram insistindo na busca por envolver a marcação dos uruguaios até que, aos 28 minutos, abriram a contagem. Em lance de velocidade pelo lado esquerdo, Neri Bandiera foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Cristian Souza, na segunda trave, completar pras redes.
Míssil uruguaio… mas à serviço do Peru
Sem alteração de panorama, o Cienciano seguiu rondando a área do City Torque onde, no chute de fora da área, chegou ao segundo tento. E, curiosamente, por meio de um jogador uruguaio. Com espaço e tempo para decidir, o zagueiro Maxi Amondaraín arriscou de longe e viu um desvio tirar o arqueiro Franco Tornasciogli do lance. 2 a 0 antes do intervalo.
Postura diferente
Pela desvantagem que acumulou na primeira etapa, o time da capital uruguaia não mudou peças. Mas, na ideia de jogo, foi possível ver o City Torque com linhas mais adiantadas na marcação e encontrando espaço para incomodar a meta do goleiro Ítalo Espinoza. Em especial, quando explorava os chutes de média distância.
Do outro lado, a tendência natural seria que o Cienciano tivesse mais campo para desenvolver suas jogadas de ataque. Em momentos pontuais, isso até ocorreu, mas sem a pontaria necessária para mudar novamente o placar na cidade de Cusco. Com isso, a vitória inca se manteve até o último apito do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio.