Em meio a incerteza de esquemas táticos e melhores escolhas do técnico argentino Edgardo Bauza para a equipe dentro das quatro linhas, fora delas o São Paulo ainda precisa conviver com situações nebulosas no sentido administrativo.
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Isso porque, em matéría que foi publicada nessa quinta-feira (31) no jornal Folha de S. Paulo, a declaração que foi concedida no início da semana passada por Alexandre Bourgeois, ex-CEO do clube do Morumbi, acusa frontalmente o fato de que Carlos Miguel Aidar desviava dinheiro e ainda acrescenta ter presenciado situações desse calibre.
Ainda segundo o que consta na declaração oficial de Bourgeois, a informação de que a namorada de Aidar, Cintia Maturana, era quem fazia o “intermédio” com relação a tratativa das negociações e o recebimento de propina foi ratificada pelo ex-integrante da cúpula diretiva do clube.
Alexandre cita, inclusive, dois casos que acabaram ganhando maior conhecimento da mídia como exemplos práticos: A polêmica chegada do zagueiro Iago Maidana, vindo do Criciúma e atualmente na base são-paulina, e a frustrada transferência do zagueiro/volante Rodrigo Caio para o futebol espanhol:
“O declarante presenciou Cinira sentada em volta de uma mesa no Octávio Café com Odoaldo Junior, que era o empresário de Maidana. O declarante imaginou que Odoaldo estava tratando com Cinira a aquisição de Maidana. Cinira viajou para Madri para negociar Rodrigo Caio. O declarante diz saber que Cinira constituiu empresa através da qual, segundo comentários, deposita valores correspondentes as comissões. Não se lembra do nome da empresa.”
Segundo o conteúdo do depoimento, não seria apenas Aidar que recebia propina com relação as transações, mas também o atual diretor de relações institucionais, Ataíde Gil Guerreiro.
A respeito dessa acusação, procurado pela reportagem do jornal, Ataíde disse que trata-se de uma “revanche” por Alexandre Bourgeois acreditar que ele foi o maior responsável pela sua demissão do clube, frisou que “carrega valores de caráter e honra”, que “jamais foi questionado até mesmo por aqueles que não gostam de mim” e também pontuou que Alexandre “responderá civel e criminalmente” por “ilações seríssimas sem qualquer indícios” e “na base do ‘ouvi dizer'”.