A história das várias edições da Copa do Mundo tem nos trazido algumas surpresas. E, via de regra, há sempre uma ou outra seleção que consegue ir mais longe do que se esperava na fase inicial. E nada melhor do que a Copa com mais jogos da história para abrir o horizonte das seleções que nunca venceram o torneio ou jamais disputaram uma final, e que sonham em surpreender o mundo. São 48 equipes, num total de 104 partidas, com uma primeira fase inédita que tem 12 grupos na disputa.
Quase todas as seleções que terminarem em terceiro lugar avançam para a fase seguinte: além dos dois primeiros colocados de cada grupo, também seguem em frente os oito melhores terceiros, que terão uma segunda janela de oportunidade para lutar pelo sonho.
Após a primeira fase, haverá ainda outra novidade. Antes das oitavas de final, será disputada uma fase de playoff (16-avos de final). Um caminho longo e, por isso, um formato perfeito para algumas seleções caminharem pelos “pingos da chuva”.
Alguns outsiders a serem considerados: Portugal, Colômbia e Marrocos
As europeias Espanha, França e Inglaterra são as seleções mais cotadas na maior parte das casas de apostas para vencer o Mundial. Mas, na Europa, há outra seleção que pode perfeitamente surpreender: Portugal. Ela venceu a Liga das Nações de 2025, em Munique, conta com um elenco de grande qualidade e com um Cristiano Ronaldo que fará sua última Copa.
Na América do Sul, além da atual campeã, Argentina, e do inevitável candidato, Brasil, há ainda outra seleção a considerar: a Colômbia. É verdade que os níveis de consistência nas exibições não têm sido os melhores nos últimos meses, mas Luis Díaz e companhia têm legítima ambição para tentar ir longe e surpreender, como fez em 2014, no Brasil.
Por fim, na África, é inevitável mencionar Marrocos. Os “Leões do Atlas” têm condições para se aproximarem do feito da Copa de 2022, quando alcançaram a quarta colocação (a melhor na história de uma seleção africana). Na oportunidade, chegaram a eliminar Espanha e Portugal até chegarem na semifinal, onde foram derrotados pela França.
A atual campeã de África tem uma cotação próxima das seleções do top 10 para vencer a Copa do Mundo, como é possível confirmar nas casas e apostas africanas. Quem quiser apostar numa surpresa como em Marrocos, para chegar nas semifinais, pode se beneficiar dos códigos promocionais angolanos para apostar e proteger essa aposta.
Mas vamos agora focar em uma seleção talvez menos esperada, mas também com grandes argumentos.
O Japão pode ser a “zebra” desta Copa?
Entre as várias seleções que não fazem parte das principais candidatas nem figuram entre as favoritas, o Japão é, sem dúvida, uma das nações que têm maior potencial para surpreender. Um elenco com qualidade, da defesa ao ataque, cujo talento e experiência de alguns jogadores pode fazer a diferença numa competição com estas características. Nesse sentido, há dois resultados recentes que se destacam: as vitórias sobre o Brasil (3 a 2) e Inglaterra (1 a 0).
Diante dos brasileiros, em Tóquio, no dia 14 de outubro, os nipônicos perdiam por 2 a 0 no intervalo (gols de Paulo Henrique e Martinelli), mas viraram o jogo na segunda etapa. Diante da Inglaterra, no Estádio de Wembley, um único gol no início do primeiro tempo, assinado por Mitoma, foi suficiente para surpreender os britânicos.
Na Copa do Mundo, a primeira fase será importante para testar a capacidade dos japoneses, inseridos num grupo aberto e teoricamente equilibrado (Holanda, Suécia e Tunísia). A campanha histórica de chegar, pela primeira vez, pelo menos às quartas de final está no horizonte.
Um elenco de talento “outsider”
O técnico Hajime Moriyasu não conta com nenhum grande goleiro. Mas, a partir da linha defensiva, a qualidade é abundante, com muito “selo europeu”: Tsuyoshi Watanabe (Feyenoord), Yukinari Sugawara (Werder Bremen), Kota Takai (Tottenham) e Koki Machida (Hoffenheim) se juntam ao ex-Arsenal Takehiro Tomiyasu e ao lateral-esquerdo do Bayern de Munique, Hiroki Ito.
No meio-campo, Hidemasa Morita (titular no Sporting, de Portugal) é um dos nomes de destaque fora das cinco principais ligas europeias. No ataque, há diferentes figuras que atuam no mais alto nível: Takumi Minamino (Monaco), Daichi Kamada (Crystal Palace), Ritsu Doan (Eintracht Frankfurt), Takefusa Kubo (Real Sociedad) e Junya Ito (Genk), além de Wataru Endo, japonês do Liverpool que tem enfrentado problemas físicos.
Para atuar mais próximo da área, seja pelo centro ou pelas pontas, Hajime Moriyasu tem à disposição jogadores como Daizen Maeda (Celtic), Ayase Ueda (Feyenoord), Shuto Machino (Borussia Mönchengladbach) e Kaoru Mitoma, o ponta do Brighton, na Premier League.
As maiores surpresas da história da Copa do Mundo
Além de Marrocos, em 2022, outras “zebras” escreveram a sua história na competição. A Bulgária de 1994 deixou saudades, quando eliminou a Alemanha e só caiu nas semifinais, num percurso semelhante ao dos marroquinos. A Costa Rica que, em 2014, venceu Itália e Inglaterra na primeira fase e só foi eliminada nas quartas de final, contra a Holanda, onde nunca tinha chegado antes.
Entre os resultados mais surpreendentes, independentemente da classificação final, valem as menções honrosas para Coreia do Norte (eliminou a Itália, em 1966); Camarões (derrotou a Argentina de Maradona, em 1990) e para Senegal, que surpreendeu a então campeã, França, logo no jogo de estreia, em 2002.