A Libertadores é mais imprevisível que a Champions?

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Foto: Montagem IA

A Copa Libertadores da América é o torneio mais prestigiado do futebol sul-americano, mas que tem adquirido um aspecto próprio nesta última década diferente do que se costumava ver, com os brasileiros dominando a competição.

E nos próximos anos, a tendência promete ser a mesma, como é possível ver nas casas de apostas como a Ivibet, um dos melhores portais para apostas de longo prazo, com vários clubes brasileiros entre os favoritos para vencer a maior competição da América do Sul novamente. O código promocional Ivibet permite neste momento proteger esse tipo de aposta.

Do outro lado, a UEFA Champions League é o maior torneio de clubes do mundo e um espelho para qualquer competição de mata-mata atualmente. Porém, como podemos comparar esses torneios em termos de previsibilidade?

São duas competições que têm traços um pouco distintos – sobretudo agora que a Champions traz um novo formato, ao qual os clubes e torcedores ainda precisam se habituar, enquanto que a Libertadores, ainda que com algumas mudanças, segue um formato mais tradicional.

Entendendo o funcionamento da Champions League

A Europa é um continente com uma quantidade gigantesca de países, o que é um problema na hora de formular um torneio de clubes. Visando abranger uma maior quantidade de agremiações, a UEFA trocou o habitual formato com vários grupos para um único e grande grupo onde nem todos os times se enfrentam.

Porém, após as fases de qualificação, é realizado um sorteio com base no ranking da UEFA e cada clube (na teoria) enfrenta adversários de diferentes níveis, o que acaba dando chances iguais aos times para avançar na competição.

Além disso, com este novo formato, uma quantidade maior de times menos badalados também tem a possibilidade de disputar a principal fase da competição – mas na realidade isso apenas aumentou a competitividade do torneio, já que são disputados mais jogos nessa primeira fase e poupar atletas pode ser algo que custa caro nas últimas rodadas.

O formato da Libertadores

A competição sul-americana, embora ainda conte com uma fase de grupos para depois avançar ao mata-mata, teve algumas pequenas mudanças nos últimos anos. No formato atual, há um sorteio nas oitavas de final com os primeiros colocados enfrentando os segundos de cada grupo (anteriormente, os times de melhor campanha enfrentavam os de pior campanha).

Além disso, a final agora também é disputada em jogo único, com sede definida pela Conmebol. Em termos de nível, a competição é até mais desigual do que a Champions League – a “concentração de renda” no continente é maior do que na Europa, fazendo com que um candidato ao título na Libertadores seja muito mais forte do que os times de países como Peru ou Bolívia, que muitas vezes são quase amadores.

Nos últimos anos essa diferença tem se intensificado com o poderio financeiro das equipes brasileiras, que mesmo com muitos times desorganizados financeiramente ainda têm receitas muito maiores do que seus adversários de outros países – até mesmo a Argentina, que já foi o grande bicho-papão do torneio, hoje está eclipsada.

A diferença para a Champions League

É bem verdade que tem entrado muitos times de menor nível na competição europeia, mas mesmo essas equipes têm uma certa organização financeira e a própria participação na Champions já traz o acesso a uma boa cota de participação. Além disso, times “medianos” na Europa muitas vezes também têm condições financeiras melhores que alguns grandes sul-americanos.

Esse cenário com times médios mais fortes também possibilita que essas equipes por vezes consigam criar problemas para os grandes clubes daquele continente (e não é raro que alguns deles também enfrentem dificuldades por conta própria).

Adicionalmente, a Europa também tem uma quantidade maior de times candidatos ao título, com espanhóis, ingleses, italianos, alemães e mais recentemente os franceses aparecendo como equipes mais fortes do continente.

Já na América do Sul os brasileiros têm dominado o cenário nos últimos anos (especialmente com Palmeiras e Flamengo), com os argentinos correndo por fora, embora sejam equipes historicamente significativas. Além destes, qualquer outro que alcance a final nestes tempos é uma enorme surpresa, o que mostra a disparidade existente no continente.

Onde está a imprevisibilidade

Na Champions League, esse novo formato na fase de Liga tem ocasionado mais surpresas e exigido mais atenção das grandes equipes do continente. Além disso, equipes que nem sempre estão muito bem cotadas vez ou outra acabam chegando às finais, e um grande exemplo disso é o Borussia Dortmund, que perdeu recentemente uma final para o Real Madrid.

Já na América do Sul o cenário é bem diferente. Já faz algum tempo que tivemos finais como Nacional do Paraguai x San Lorenzo e Atlético Nacional x Independiente del Valle, e mesmo se esse tipo de coisa acontecesse hoje seria tratado com muito mais estranheza do que foi naquela época.

Até mesmo o embate recente entre Fluminense x Boca Juniors foi tratado dessa maneira, mesmo sendo times bastante relevantes em seus países e ainda muito mais fortes do que equipes que chegam na primeira fase apenas para fazerem participações muito fracas – e isso exemplifica bem o cenário que se vive atualmente.

As zebras na Libertadores

Isso não quer dizer que o torneio sul-americano seja imune a zebras. O próprio Flamengo conviveu com resultados adversos contra equipes como Racing, Olimpia e Lanús recentemente, assim como o Palmeiras também sofreu contra equipes como o Athletico-PR.

Porém, desde 2019, Palmeiras ou Flamengo só não estiveram presentes na final em duas edições – e mesmo quando não estiveram, não se pode dizer totalmente que os finalistas foram enormes zebras.

Com isso em mente, podemos dizer que a Libertadores é até mais previsível do que a Champions League por ter uma quantidade de times favoritos menor e uma diferença dos grandes clubes para outros participantes muito maior, dado que a disparidade financeira tem um papel gigantesco nesse cenário.

Apesar disso, a competitividade na Champions League é muito maior e qualquer time que queira sair com a taça precisa estar preparado para enfrentar uma quantidade maior de adversários mais fortes do que um time enfrenta na Libertadores, onde muitas vezes é possível encarar os melhores times apenas na fase final da competição.

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