Técnico do Estudiantes também reclama de faltas feitas pelo Flamengo

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Foto: Marcelo Hernandez/Getty Images

Na coletiva após o empate sem gols na Argentina, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, pontuou o caráter excessivamente físico do jogo como elemento de dificuldade para seus comandados. Algo, aliás, que também foi tema para o técnico do Estudiantes, Alexander Medina.

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O entendimento de Medina também convergiu para o excesso de faltas cometidas por seu adversário que teriam atrapalhado o desenvolvimento de jogadas ofensivas. Além disso, o comportamento da arbitragem, em sua análise, poderia ter sido de maior rigor em relação aos cartões.

“Foi um jogo muito físico também. Eles picotaram muito, faziam muitas faltas. Não houve um desenvolvimento de jogo. Dos dois lados houveram faltas táticas e eles não receberam alguns cartões que teriam de ter recebido. Em uma semifinal de Libertadores, ninguém vai dar nada de graça. Faltam 90 e tantos minutos para terminar a série, mas saio de campo conformado”, descreveu o comandante Pincharrata.

Faltou o gol

Sobre o caráter técnico do Estudiantes, Alexander Medina acredita que o único ponto negativo da partida foi não converter o maior volume em vantagem no placar. Em especial, pelo fato de que, no âmbito defensivo, o time não teve ameaça real a meta do arqueiro Fernando Muslera:

“A análise não positiva porque não ganhamos e queríamos ganhar, mas a equipe foi muito bem, jogamos como queríamos. Nos faltou eficácia, fazer o gol. Tivemos as melhores possibilidades, eles não geraram nada, Muslera não defendeu. Defensivamente, estivemos bem e, no ataque, nos faltou a cadência. Tocar mais no campo do rival porque haviam espaços. Tivemos nossas chances na reta final e não conseguimos converter.”

Elogios múltíplos

Por não conseguir inscrever o zagueiro Marcos Rojo na semifinal da Libertadores, a formatação pensada do Estudiantes teve uma modificação com Ramiro Funes Mori ocupando o miolo de zaga. E, depois de uma atuação vista como de alto nível, o técnico da equipe argentina não poupou elogios ao defensor:

“Não foram dias fáceis. Nos incomodou um pouco o tema do Rojo porque contávamos com ele. Mas quero destacar o Ramiro, que jogou uma partidaça, e os nossos torcedores. Não é normal o que aconteceu hoje. Joguei bastante no futebol profissional, agora como treinador, e nunca vi um jogador que fosse tão ovacionado como ele foi hoje. Mais além do contexto, por conta da atuação do Ramiro, é para tirar o chapéu para ele e para a nossa gente.”

Antes de brigar pela vaga na decisão da Libertadores, na próxima quinta-feira (23), a representação de La Plata terá um compromisso no Clausura do Campeonato Argentino. No domingo, às 18h (de Brasília), os comandados de Alexander Medina jogam novamente no Estádio Uno, contra o San Lorenzo, às 18h (de Brasília).

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