Aos 14 anos, Heitor Marabá começa a escrever sua história no futebol. Destaque no sub-14 do Athletico e atual campeão da BH Cup, o meia paraense trilha um caminho que guarda semelhanças com o do pai, Gledson Marabá. Nascido em Abaetetuba, Heitor começou nas quadras do interior do Pará, aos nove anos, antes de chegar ao futebol de campo e, hoje, desponta como uma das peças importantes da categoria de base do Furacão.
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Heitor começou a jogar futebol regularmente com nove anos, participando dos campeonatos de futsal da cidade natal, onde rapidamente se destacou. Aos 11, deu um passo decisivo: mudou-se para Belém, junto com o pai, para se dedicar integralmente ao futebol. Logo ao chegar à capital paraense, foi selecionado para integrar as categorias de base do Remo, onde permaneceu por dois anos, e fez a transição do futsal para o campo.
O grande salto veio na Amazon Cup. A atuação de destaque despertou o interesse de dois clubes de elite nacional: Athletico e Flamengo. Junto com o pai, Heitor optou pelo clube paranaense, onde está há dois anos.
No Athletico, o hoje meia se mostrou um jogador polivalente, já tendo atuado também como volante e até zagueiro. Não por acaso, é um dos capitães do sub-14 e peça fundamental do meio-campo, posição que ajudou a conduzir o time ao título da BH Cup.
“Pra mim, como pai, é um orgulho muito grande ver o meu filho começando sua carreira no futebol. Vê-lo em um time que tem uma filosofia muito boa, que não pensa só no atleta, mas sim em formar uma pessoa”, relata o ex-jogador.
Tá no sangue!
A relação de Heitor com o futebol vem de berço. Gledson Marabá, seu pai, iniciou a carreira em 1999 e construiu uma trajetória sólida. No currículo, acumulou passagens por Águia de Marabá, Paysandu, Tuna Luso, São Raimundo e Trem-AP. Foi bicampeão paraense, no Paysandu, além de conquistar o Brasileirão da Série D pelo São Raimundo.
Na reta final da carreira como atleta, formou-se em Educação Física, em 2012 e iniciou a trajetória como treinador, atuando no futebol de base e no futebol feminino. Nesse período, trabalhou em clubes como Remo, Tuna Luso e Sport Belém. Foi justamente essa experiência que o levou a acompanhar de perto e a apoiar cada passo do filho.
“A gente, como família, tem muita confiança de que o Heitor possa chegar em seu objetivo. Não somente por ele ser um excelente atleta, mas também por tudo que ele pratica fora das quatro linhas. Ele é muito disciplinado e focado na alimentação, hidratação, treinamento, repouso e tem lutado muito pra ser um jogador de futebol”, conta Gledson.
Atualmente, Heitor o Paranaense Sub-14 junto ao Furacão. O time ganhou os três jogos que disputou até então na competição. No próximo sábado (12), o Rubro-Negro da capital joga contra o Tupiniquim, pela fase de grupos da torneio.