Em um intervalo de 22 minutos, a expectativa de Lucas Moura (e da torcida do São Paulo) por seu retorno aos gramados se transformou em enorme frustração. Afinal, no empate contra o Bahia em 2 a 2, no último domingo (3), o camisa 7 entrou em campo aos 18 minutos do segundo e saiu aos 40, lesionado.
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Logo na saída do jogador de campo, o fato dele precisar ser carregado pelo companheiros até os vestiários e chorando copiosamente indicavam que o quadro, mais uma vez, tinha caráter preocupante.
Após a partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o jogador passou por exames de imagem que constataram o pior cenário possível. Lucas rompeu o tendão de Aquiles da perna esquerda, informação confirmada pelo São Paulo por meio de nota oficial. Ainda de acordo com o pronunciamento do clube, a lesão carece de intervenção cirúrgica que vai acontecer na manhã desta terça-feira (4), no Einstein Hospital Israelita, situado na capital paulista.
Incógnita
Em relação ao tempo de recuperação, o Tricolor não deu maiores detalhes. Todavia, lesões dessa magnitude tem tempo médio de um ano de recuperação. Fato esse que pode, inclusive, colocar em xeque a continuidade do meia-atacante de 33 anos no São Paulo.
Contratualmente, o acordo de Lucas Moura com a representação do Morumbi tem validade até dezembro de 2026. Neste momento, não existe a possibilidade clínica de que o camisa 7 volte a atuar antes deste período.
Além disso, o aspecto físico do nome que tem um dos maiores salários do plantel é ponto que pesa negativamente para a manutenção do vínculo. Em 2023 (ano de seu retorno), Lucas fez 19 jogos entre agosto e dezembro. Na temporada seguinte, ele atingiu 47 partidas, vivendo forte caráter de decréscimo desde então. Foram 25 compromissos em 2025 e, caso não atue mais em 2026, serão somente 17 jogos no ano.