A fase de grupos da Libertadores vai ter bola rolando somente à partir do dia 7 de abril. Entretanto, declarações e comunicados oficiais já movimentaram os bastidores da principal competição de clubes na América do Sul.
Leia mais: Ex-Athletico coloca equipe na liderança do futebol japonês
Fifa vai pagar salário de Piquerez após lesão
Após o presidente do Peñarol revelar que vai aconselhar torcedores “comuns” a não virem para o Brasil, visando o jogo contra o Corinthians, a Universidad Católica informou que não haverá torcida visitante para o confronto com o Boca Juniors.
De acordo com o clube da capital chilena, a decisão foi tomada pela Delegação Presidencial Metropolitana como forma de “garantir a segurança dos participantes do evento e das instalações do local”.
O principal temor que envolve a decisão é o antecedente da Sul-Americana 2025, envolvendo Independiente e Universidad de Chile, nas cenas de bárbarie que ocorream em Avellaneda. Na oportunidade, a partida foi interrompida no intervalo com o saldo de 185 pessoas feridas, 100 detidos, 25 fãs do Independiente banidos de comparecer ao estádio do clube e a eliminação do Rojo da competição.
Os Cruzados agregaram, em nota oficial, que tentaram reverter a situação buscando um número de torcedores menor do que o habitual (menos do que 500 ingressos) para garantir, ao menos, alguma presença de fãs do Boca na Claro Arena. Contudo, não houve tempo hábil para apresentar o planejamento as autoridades competentes e a decisão de torcida única foi mantida.
Oficialmente, o clube argentino não se manifestou acerca da decisão que envolve sua volta a Libertadores após duas edições ausente. Todavia, como era de se esperar, o clima nos bastidores é de indignação misturada a certeza de que a mesma postura vai ser adotada no compromisso do returno. Ou seja, a tendência é que tampouco hajam fãs da Católica no encontro do dia 28 de maio, em La Bombonera.