Da Argentina. De Magia. Ángel Di María

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Foto: Carmen Mandato/Getty Images

A quarta conquista da seleção da Argentina, nos últimos três anos, teve um sabor diferente no último domingo (14). O contexto sofrido? Não, já que suar, lutar e triunfar (mesmo quando a questão plástica não permite) é a marca da Albiceleste versão Lionel Scaloni. Pode faltar algo mais vistoso, mas não fugirá das vistas de ninguém a chance de vencer. Desse modo, o sabor da conquista continental veio em forma de adeus a Ángel Di María. Acostumado a, mais de uma vez, incorporar a persona carinhosamente intitulada de “Di Magia”. Magia que o fez, lá atrás, ganhar o mundo muito cedo ao brilhar no Rosario Central e explodir na Europa.

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Em clubes, poucos podem fazer graves apontamentos a Di María. Rosario, Benfica, Real Madrid, Manchester United, Paris Saint-Germain, Juventus, retorno ao Benfica… Isso não significa que ele sempre jogou bem. Porém, quando não o fazia, a autocrítica era proporcional a expectativa gerada no entorno de sua contratação. A mesma autocrítica que o fez enxergar, na Copa América, o fim da linha em sua vivência de seleção.

Ainda dá, mas…

Condições físicas (e também técnicas) ainda se notam em Fideo. Rápido, habilidoso e, ao mesmo tempo, voluntarioso para transformar tudo isso no mais dedicado dos marcadores. Não há vaidade, há compromisso. O coletivo está acima. Foi também desse modo que a clareza de pensamento o colocou no caminho de “passar o bastão”.

Além da habilidade, a constância marca quem se habitou a marcar gols (e adversários) com a camisa argentina. Mais especificamente, 31 bolas na rede e 30 passes para gols de seus companheiros em 145 partidas. O arco, a flecha e um símbolo da geração que tem Messi como seu gênio, mas vê em Angelito o mais brilhante dos “coadjuvantes”.

Copa América em 2021. Finalíssima em 2022. Copa do Mundo em 2022. Copa América em 2024. Da Argentina. De Magia. Ángel Di María.

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